A ansiedade não me deixa parar.
Minhas escolhas, quero agarrá-las agora. Deixar para depois? Eu nunca aprendi como fazer desse jeito!
Sempre sofri por não saber respeitar o tempo certo. A divina existência do tal tempo certo ; ensinamentos dos livros de auto -ajuda – conselho dos amigos.Com ele, é bem provável que eu fosse mais feliz.
Não racionalizo o quanto há de tolice num impulso em demonstrar afeto a quem não se importa comigo. Impulso que nos condena a pagar caro por aqueles ” eu te amo” , ” eu te odeio ” ou um ” nunca mais ” proferidos nas horas erradas.
Dei aquele maldito telefonema. Mandei aquele e-mail estúpido. Não pensei três vezes antes de contar para uma “amiga”, que talvez desejasse ser cega para sempre, que ela estava sendo enganada.
Extrapolei a barreira do ” dar sentido as coisas ” para que elas aconteçam naturalmente. É assim que a vida pede e eu, desobedeço !
A ansiedade me empurra. E vou em direção aos meus abismos , próxima besteira , uma palavra maior que o sentimento e gestos tortos em instantes que gritam apenas por meditação e cautela.
Se pensar nas oportunidades que deixei passar ou nas pessoas que deixei que escapassem, teria um pranto infinito. Não há como agarrar aquele minuto de volta , aquele terrível minuto de um pensamento equivocado ou acelerado , que muda tudo, as vezes repentinamente.Indefinidamente.Pior, para sempre.
Quem sabe então se cuidadosa fosse, evitaria mais um texto.Não correria o risco do julgamento ou das equivocadas interpretações. Um pouco de verdade escondida e silêncios que me preservariam !
Dei a minha alma.Sangrei.Fiz o que nem sei mais se alguém faz por amor ou por aquilo que pensou que fosse amor. E sabe o que restou? O ridículo!
Uma verdade- não quero os meus ruídos. Existe uma nuvem carregada à espera dos que tem a fome de ontem. A dor na esquina, um suicídio sentimental.
Deixei que a pressa ansiosa me transformasse e se apoderasse das minhas escolhas ou do meu destino – mas por alguma razão, prefiro acreditar que existe a “mão de Deus em tudo”.
No entanto não há como fugir do quanto enfraquecida estou – corrida inútil ao tudo, que deu em nada.
Em guerra e cansada. Mas por uma questão de honra ou/e acima de tudo por sobrevivência, está decidido que à partir de agora , é ela ou eu!
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