A paciência não é só uma virtude. A paciência , acredite, é vencer a própria vida.                                                                                                                                                         Eu já te disse adeus tantas vezes, eu já me disse adeus tantas vezes. Não desisti de nenhum dos dois.                                                                                                                                                         Cá entre nós, há sempre um “entre nós”.                                                                                                                                                         O exercício do amor deixa a alma sarada!                                                                                                                                                         Aceito as esquinas porque através delas conheço as avenidas.                                                                                                                                                         Eu quero! … E que todos os dias antes de dormir, isso fique claro.Pra mim e pra você.                                                                                                                                                         O grande compromisso da vida é o encontro com a própria consciência, exatamente numa solidão capaz de nos completar.                                                                                                                                                         Viver, é acreditar que “tudo pode acontecer”, inclusive a felicidade!                                                                                                                                                         O que a gente tem em comum? Voltar! Quando tudo nos diz que é pra partir.                                                                                                                                                        
  •     nov    
  •     26    
  •     2008    
Romance.
Arquivado em: Uncategorized | 536 palavras | Escrito às 10:50

Chega de favelas e tiroteios.Mocinhos e bandidos! Chega de vender essa imagem como se fosse a única imagem criativa que temos do nosso povo e do que se vive aqui.
O novo filme de Guel Arraes mostra o quanto o cinema nacional pode ser mais e render ( maravilhosamente ) outras histórias e possibilidades.
O amor (e tudo que lhe cerca )- mesmo quando só na ficção – continua sendo a melhor razão para sair de casa, enfrentar o trânsito, pegar fila , pensar na droga da carteira de estudante que você não tem e pagar o absurdo que é o preço da pipoca.Romance, vale cada transtorno e cada centavo.
Um filme que foca os sentimentos e os caminhos desenhados pela paixão ou pelo nosso lado mais instintivo.Paixão pela arte , a paixão pelo outro, a paixão por sí mesmo. E como, dentro de todas as nossas contradições , medos e expectativas , conseguimos( ou não) lidar com todas elas.
Eu não quero estragar a surpresa – mas não posso deixar de comentar a delícia que é cada pedacinho de um filme que é leve ( em seu lado cômico e uma Andréa Beltrão impecável ) e ao mesmo tempo intenso — sob o ângula da emoção ou da poesia e um Wagner Moura que vai muito além do charme- ( e meu Deus, como alguém que nem tem a perfeição da beleza desenhada pelas revistas , consegue ser tão charmoso assim? ).
Claro, não dá pra esquecer a protagonista – e embora não seja a Letícia Sabatella – a Isolda perfeita para o Tristão dos meus sonhos no cinema ou na Tv- enxerguei na tela uma atriz correta , que conseguiu me emocionar- apesar das reservas que tenho em senti-la verdadeiramente como personagem em qualquer papel que tenha feito antes.
E se um único momento vale todo filme ( o que não é o caso )- Romance tem o seu – quando os personagens principais sentem na veia a fusão entre estar apaixonado e sofrer ;… e ao fundo a voz delicada de Caetano numa regravação arrebatadora de ” nosso estranho amor”, especialmente feita para esta obra. Perfeito!
Então , se a sua onda for mesmo favelas e tiroteios – mocinhos e bandidos não perca tempo.Romance não é mais um filme – preto no branco – essa chatice da vida como ela é, retratada em uma onda de violência , como se isso nos definisse apenas- enquanto nação e enquanto seres humano. Os dilemas de Romance são outros – os fundamentais eu diria, porque traçam nossos demais caminhos.
Um filme não pra quem tem estômago – porque isso ja virou lugar comum- um filme pra quem tem coração ( alguém se habilita? )

Trailer Romance:


9 comentários






9 comentários em “Romance.”

 
  1. nay diz:

    Eh xegando aqui e eu indo ver!!!! depois de um ano e alguns meses sem ir ao cinema agr tenho como ir! kkkkkkkkkkk bjooo

  2. Luciano diz:

    Você escreve bem sobre tudo ! impressionante como essa mulher é rsssssss

    beijos meu amor.

  3. Marcia diz:

    ainda não vi o filme , mas depois da sua critica não tem como não ver . e ate porque sou apaixonada pelas musicas do caetano , essa inclusive que ele ja gravou com Marina

    beijoe e valeu a dica

  4. David diz:

    O filme “Romance” é mesmo excelente! Poético, divertido, agradável. A estética “morro/favela/bandido” já está desgastada e o filme “Romance” mostra que somos muito mais do que isso. E nada melhor do que falar de amor e de teatro…

    http://valacomum.wordpress.com/

  5. Alex diz:

    Fabi , uma amiga já havia me indicado o filme mas depois das suas palavras fiquei realmente curioso
    mandei um e-mail pra vc ok? beijos

  6. Marcia A. diz:

    Fabiana , quando estou sem sono adoro vir aqui e ler suas palavras porque sempre tem alguma coisa que parece ter sido escrita exatamente pra mim.OBRIGADA QUERIDA.

    BEIJOS.

  7. André diz:

    Adorei este filme. faça das suas as minhas palavras

    o blog é excelente Fabiana

  8. Anne diz:

    Tou sunida née?? preciso arrumar tempo… principalmente pra ver esse filmeeeee…. fiquei curiosa… bjos linda. saudadesssssss

    ahhh Muda meu link?? ehhehe

  9. Claudio R. diz:

    Eu me apaixonei por ROMANCE antes mesmo de ver o filme. NOSSO ESTRANHO AMOR deveria ser o nome do filme, foi a música que me fez ir lá vê-lo, foi “…não me importa com quem você se deite, que você se deleite seja com quem for…”.
    PS.: Alguém me disse exatamente o que você disse sobre Wagner Moura e completaram com um “mas não vai ficar se achando…” rsrsrsrs

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