A paciência não é só uma virtude. A paciência , acredite, é vencer a própria vida.                                                                                                                                                         Eu já te disse adeus tantas vezes, eu já me disse adeus tantas vezes. Não desisti de nenhum dos dois.                                                                                                                                                         Cá entre nós, há sempre um “entre nós”.                                                                                                                                                         O exercício do amor deixa a alma sarada!                                                                                                                                                         Aceito as esquinas porque através delas conheço as avenidas.                                                                                                                                                         Eu quero! … E que todos os dias antes de dormir, isso fique claro.Pra mim e pra você.                                                                                                                                                         O grande compromisso da vida é o encontro com a própria consciência, exatamente numa solidão capaz de nos completar.                                                                                                                                                         Viver, é acreditar que “tudo pode acontecer”, inclusive a felicidade!                                                                                                                                                         O que a gente tem em comum? Voltar! Quando tudo nos diz que é pra partir.                                                                                                                                                        

Metade ou inteiro.


Penso que o mais importante da vida é ser inteiro.
Ser inteiro é que é ser grande e de verdade.
Quem sabe a liberdade ? Só atrapalha quando você é metade de alguma coisa.
Um pouquinho de sentimento? uma parte de afeto? um pedaço de carinho? uma fatia de você?
Nada empaca mais essa vida do que ser metade!
Filme antigo com gente que sai correndo e com medo de se comprometer.
Eu tenho medo dos que tem medo.
Eu tenho medo de ficar igualzinha essas pessoas que não esperam nada da vida nem de ninguém.
Eu tenho pavor de quem seca por dentro e pensa que é gente.
O ser humano e suas histórias sem fim.Corações divididos.Mãos ao alto que amar demais é crime ??
Quero ser salva daquele que não deseja como se o seu desejo fosse o último , daquele que nem por um segundo experimenta ser todo ou acreditar na eternidade !
Quero distância daquele que vai ao raso e volta correndo.Desconfio profundamente de quem não mergulha!
O além é o que me interessa.Deixo meu nome em tudo e faço barulho.
Compreendo o que é estar em algum lugar de onde não se pode voltar e paguei pra ver alguma coisa que jamais veria.Só não me culpe de ser morna e mísera.
Não me interessa passear.Quero conhecer.Aceito as esquinas porque através delas conheço as avenidas.
Não vou blefar.Por mais que o mundo exija , não vou me vestir de migalhas e mentiras.
Deixo o silêncio precioso na teoria .É sim ou não? GRITO! Alegre ou triste, eu me quero inteira!
Se é pra sorrir , posso gargalhar! Se é pra chorar , posso morrer um instante – e voltar.
Já experimentou o absurdo? Já passou da conta ?
Bem aventurados os que conhecem o fundo do poço ! Esses sim, os guerreiros!
Vou continuar perdendo , mas vou continuar sendo exatamente aquilo que você vê – transparente!
Qual a graça de não ser inteiro ? Brincar de não ser você mesmo , não apostar fichas por não ser suficientemente capaz de suportar a dor ou pensar que a dor não te merece – ou vice versa?
Fujo de quem não tem estrelinhas em volta, não flutua , não compra uma idéia maluca , não sabe o quanto vale um desses momentos de “quase arrependimento “.
Adeus aos covardes.Eu quero os que querem tudo , os que querem muito e melhor.
O tamanho da sede faz toda diferença quando se mata a vontade.
E você ? É inteiro ou metade?

***

E se quiser, ouça este texto :

 Fabiana Borges – Inteiro ou metade!


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Categorias: Uncategorized :: Permalink :: 573 palavras :: 22/04/2009 :: 02:12

Divã


“Baseado no livro homônimo da escritora e cronista gaúcha Martha Medeiros, Divã conta a história de Mercedes, uma mulher de 40 anos que vive às voltas com as alegrias e desafios de sua época. Casada e mãe de dois filhos, Mercedes decide, mesmo sem saber bem o porquê, procurar um psicanalista. O que era apenas curiosidade, transforma-se em uma experiência que provoca uma série de mudanças em seu cotidiano. No divã, ela questiona o casamento, a profissão e o poder de sedução ”

***

Como fã da Martha Medeiros eu não poderia esperar nada menos que um filme de tamanha sensibilidade! Certa que no caminho entre o livro e o filme existe sempre um ” porém ” , a essência do trabalho de Martha foi mantida e está impregnada em cada momento de seus personagens.
Divã é a história nossa de cada dia.Uma hitória de tantas Mercêdes , tantas escolhas e de tantas perguntas cujas respostas evitamos encontrar.
Um filme onde o grande questionamento no final das contas é o mesmo de todos nós : qual o caminho da felicidade ?
O tragicômico da vida.O amor por trás do humor ou vice- versa.
O caos e o óbvio. Um instante que muda tudo.
Qual porta devemos abrir ? O que há por trás das nossas escolhas?
Até que ponto o passado está presente e qual o significado dos encontros que temos na vida – do mais estranho ao mais profundo?
Divã é de fato um espelho dessa catarse feminina.E através de sua protagonista direciona o olhar para nossa estranha capacidade de acomodação e a inimaginável capacidade para mudanças e recomeços.
Corra pro cinema ! Lilian Cabral está melhor do que nunca e tem com o restante do elenco , uma química perfeita. É garantia de riso e de emoção!

Trailer:


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Categorias: Uncategorized :: Permalink :: 372 palavras :: 19/04/2009 :: 16:47

Maxine


Sempre me confessei fã de Reality Show. Sem medo de ser tola ou menos inteligente.
Casa dos artistas, O aprendiz, Fama, BBB e alguns outros menos conhecidos transmitidos na TV a cabo – Assino embaixo minha paixão pelo comportamento humano e não me canso – e isso não está ligado diretamente ao fato de ser Psicóloga- não mesmo!
Além do meu interesse em programas do gênero – também sou a eterna romântica – O amor que tem sido tema recorrente deste espaço e trás alguns de vocês até aqui- meus queridos leitores/ amigos.
Dentro desse universo tenho uma curiosidade específica pelos casais criados no confinamento. O primeiro deles , como esquecer ? ” Barbara e Supla” – seguido de alguns outros – Cídia e Dan, Mari e Saullo, Sabrina e Domini, Grazy e Alan, Alemão e Iris. E agora, Max e Fran, ou melhor, Maxine !
Por muito tempo eu pensei que o filho do Suplicy e a atual namorada do cineasta Hector Babenco seriam imbatíveis no quesito ” par romântico” num programa da realidade. Mas bastou a boa espiadinha de mais um ano, para mudar de opinião. Maxinizei!
Maximiliano porto e Francine Piaia contaram a história da nona edição do Big brother Brasil e deixam a marca do mais bonito e intrigante romance contado dentro de um programa de televisão. Friso o ” dentro “, porque a vida real do casal não nos pertence – embora tenhamos direito de torcer e alimentemos a ilusão de acompanhar a continuidade…como se fosse possível – A mídia é cruel e nem sempre colabora – infelizmente- fora o fato de que aqui fora as coisas são bem diferentes!
Voltemos à falada casa…
Quanto da gente existe dentro de um romance com o qual nos identificamos? Eu diria que muito, mas não necessariamente algo que desejássemos viver ou algo que já tenhamos vividos. O que não pode ser descartado, claro – é inclusive uma boa hipótese, mas não é a única.
Gostamos de uma boa história de amor- Diferente das novelas, não há roteiro no Big brother ( embora muitos duvidem), há não ser o roteiro em cada um – este jogo requer algum teatro, sem dúvida!
Em cada comportamento existe algo que conhecemos bem ou alguma mágica que passamos desejar desvendar.
A conquista, a expectativa do primeiro beijo, os diálogos, as brigas, as reconciliações, as tensões, a insegurança, o “não resistir” -nossa referência – tudo que vivenciamos na primeira pessoa – e não aquela loucura de encontrar sua cara metade num caminho das Índias com a mesma facilidade em que você vai à padaria da esquina.
Acompanhei a torcida Maxine desde o começo do BBB9 e nunca se tratou de um bando de adolescentes ensandecidos, sem mais o que fazer. Vi crianças Maxine, Senhoras Maxine, mulheres casadas Maxine , rapazes Maxine e gente como eu – que de bobo e alienado não tem nada !
Max e Fran cativaram um enorme fã clube por borrar um padrão de romance que a gente acostumou ver nas novelas, no cinema e em outros programas do gênero.
É uma pena que todos aqueles que acompanharam o BBB apenas pela edição da TV aberta( a edição mais fora da realidade dentre todas ), tenham ficado com a impressão de ter sido a mais desinteressante. A contrário, na minha opinião a melhor , e completamente sustentada em torno de dois protagonistas encantadores.
Todo Maxine entendeu que o imperfeito é que é apaixonante. E que paixão é absurdamente contraditória!
Nada é tão perfeito quanto parece e a pessoa pela qual a gente se apaixona vai de melhor do mundo a filho da puta num piscar de olhos. E sabe no que isso diminui um sentimento? Em absolutamente nada. O sentimento continua intacto ou crescendo, crescendo…
Max não foi o príncipe loiro de olhos azuis e Francine não foi a mulher sedutora 24 horas por dia. A característica mais atraente no casal do BBB9 foi adaptar as próprias diferenças enquanto homem e mulher, as diferenças dos demais.
Insegurança, medo e contradição foram ingredientes indispensáveis para que Francine se tornasse o reflexo das nossas próprias fraquezas ou das fraquezas que testemunhamos – as burradas cometidas umas atrás das outras- humanamente!
Em contraponto tivemos um campeão ético, pés no chão e cheio de si ( porque não? ) – ferindo a hipocrisia de uma sociedade que se alimenta de piedade nos programas de televisão, e não dos méritos. Piedade no que realmente importa , cadê?
Porque Max e sua fofura não agradaram seus parceiros de confinamento? Porque alegria alheia incomoda e muito – e se agiganta sob os holofotes, com um milhão de reais na jogada e um caldeirão de egos- Motivo de inveja e muita, muita, muitaaa intriga! E o que todos apontavam como mentira, fora a maior verdade da nona edição do BBB.
Nós bem sabemos de onde veio boa parte dos votos de Priscila na grande final ! Mas a minha admiração é grande – pela torcida Maxine e por aqueles formadores de opinião ( maricotinha, Suzan do de cara pra lua, na moita… etc ), que juntos colaboraram com os quase 70% dos votos dos “benhês”. Únicos merecedores daquele 1 milhão de reais.


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Categorias: Uncategorized :: Permalink :: 970 palavras :: 14/04/2009 :: 14:42

Pena


Dá pena ter acreditado naquela amizade que parecia pra sempre ou no amor que você pensava ser eterno.
Pena de um futuro que não aconteceu! Deu errado não foi?
Dá pena perceber que o tempo passa e muita coisa não muda ou que num segundo algumas outras coisas mudam inexplicavelmente.
É uma pena constatar que as pessoas vão embora quando a gente mais precisa que elas fiquem e que a gente não aguenta o tranco como ensina a teoria dos conselhos que recebe e nunca seguiu.
Que pena desse mundo e sua corja! Pena que continuamos votando errado e ainda assim esperamos um milagre que não vem!
Pena que exceto Papai do Céu, não tem mais ninguém “lá em cima” olhando de fato pra gente!
Pena que termine o dia e não deu tempo de fazer tudo que se planejou e mais que isso, pena que a gente não saiba administrar bem essa coisa veloz que o tempo é!
Dá muita, muita pena de quem se arrepende do que não fez ou daquilo que fez completamente errado. Pena não poder voltar atrás…
Pena que as pessoas morrem e é o dobro da pena que algumas pessoas vivas também estejam praticamente mortas.
É uma pena que escrever não signifique resolver problemas e que pensar não signifique realizar.
Pena do complicado, do medo que precede a coragem, do esforço que precede a sorte, do trabalho que precede o dinheiro e da fé que precede a realização de um sonho.
É uma pena que um inocente seja culpado e que em alguns casos os culpados sejam tratados como inocentes.
Pena não aceitar no fim e fazer do fim sempre a mesma história triste.
É uma pena não acreditar que o amor existe ou acreditar que conto de fadas é papo de gente que viaja.
Pena que alguns se recusem a tirar os pés do chão de vez em quando.
Pena que não estejamos em vários lugares ao mesmo tempo, que não tenhamos tempo, e que com o tempo exista um tipo de saudade que maltrata.
É uma pena que a estrada seja longa e que a realidade tire as cores da vontade.
Perdeu tempo acreditando e nada vezes nada? É uma pena.
Não encontrar limites é uma pena.
Não absorver os fatos? Pena.
Pena daqueles que ignoram os detalhes acreditando que a resposta está na totalidade, no óbvio.
Pena daqueles que travam luta pra tudo!
Para aqueles que não reconhecem seus erros, para quem não tem gratidão, para aqueles que não percebem que Deus está em tudo – a grande pena !
Pena que tantos não se permitem uma dose de loucura, o enfrentamento, ir contra a maré!
Pena maior é ter pena de si mesmo! E o que dizer de quem não merece um pingo de pena?
Tanta pena é de morrer de pena!


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Categorias: Uncategorized :: Permalink :: 494 palavras :: 04/04/2009 :: 02:20


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