A paciência não é só uma virtude. A paciência , acredite, é vencer a própria vida.                                                                                                                                                         Eu já te disse adeus tantas vezes, eu já me disse adeus tantas vezes. Não desisti de nenhum dos dois.                                                                                                                                                         Cá entre nós, há sempre um “entre nós”.                                                                                                                                                         O exercício do amor deixa a alma sarada!                                                                                                                                                         Aceito as esquinas porque através delas conheço as avenidas.                                                                                                                                                         Eu quero! … E que todos os dias antes de dormir, isso fique claro.Pra mim e pra você.                                                                                                                                                         O grande compromisso da vida é o encontro com a própria consciência, exatamente numa solidão capaz de nos completar.                                                                                                                                                         Viver, é acreditar que “tudo pode acontecer”, inclusive a felicidade!                                                                                                                                                         O que a gente tem em comum? Voltar! Quando tudo nos diz que é pra partir.                                                                                                                                                        

Amor e outros males – Autor: Rubem Braga


“Uma delicada leitora me escreve: não gostou de uma crônica minha de outro dia, sobre dois amantes que se mataram. Pouca gente ou ninguém gostou dessa crônica; paciência. Mas o que a leitora estranha é que o cronista “qualifique o amor, o principal sentimento da humanidade, de coisa tão incômoda”. E diz mais: “Não é possível que o senhor não ame, e que, amando, julgue um sentimento de tal grandeza incômodo”.
Não, minha senhora, não amo ninguém; o coração está velho e cansado. Mas a lembrança que tenho de meu último amor, anos atrás, foi exatamente isso que me inspirou esse vulgar adjetivo – “incômodo”. Na época eu usaria talvez adjetivo mais bonito, pois o amor, ainda que infeliz, era grande; mas é uma das tristes coisas desta vida sentir que um grande amor pode deixar apenas uma lembrança mesquinha; daquele ficou apenas esse adjetivo, que a aborreceu.
Não sei se vale a pena lhe contar que a minha amada era linda; não, não a descreverei, porque só de revê-la em pensamento alguma coisa dói dentro de mim. Era linda, inteligente, pura e sensível – e não me tinha, nem de longe, amor algum; apenas uma leve amizade, igual a muitas outras e inferior a várias.
A história acaba aqui; é, como vê, uma história terrivelmente sem graça, e que eu poderia ter contado em uma só frase. Mas o pior é que não foi curta. Durou, doeu e perdoe, minha delicada leitora – incomodou.
Eu andava pela rua e sua lembrança era alguma coisa encostada em minha cara, travesseiro no ar; era um terceiro braço que me faltava, e doía um pouco; era uma gravata que me enforcava devagar, suspensa de uma nuvem. A senhora acharia exagerado se eu lhe dissesse que aquele amor era uma cruz que eu carregava o dia inteiro e à qual eu dormia pregado; então serei mais modesto e mais prosaico dizendo que era como um mau jeito no pescoço que de vez em quando doía como bursite. Eu já tive um mês de bursite, minha senhora; dói de se dar guinchos, de se ter vontade de saltar pela janela. Pois que venha outra bursite, mas não volte nunca um amor como aquele. Bursite é uma dor burra, que dói, dói, mesmo, e vai doendo; a dor do amor tem de repente uma doçura, um instante de sonho que mesmo sabendo que não se tem esperança alguma a gente fica sonhando, como um menino bobo que vai andando distraído e de repente dá uma topada numa pedra. E a angústia lenta de quem parece que está morrendo afogado no ar, e o humilde sentimento de ridículo e de impotência, e o desânimo que às vezes invade o corpo e a alma, e a “vontade de chorar e de morrer”, de que fala o samba?
Por favor, minha delicada leitora; se, pelo que escrevo, me tem alguma estima, por favor: me deseje uma boa bursite”

Autor:Rubem Braga


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Categorias: ETC :: Permalink :: 535 palavras :: 30/05/2009 :: 03:27

Once! – “Apenas uma vez”


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Clique na imagem acima para ver o trailer!

Fazia um bom tempo que estava “paquerando” esse filme, pq sou apaixonada pela sua canção tema , mas sempre adiava porque só encontrava o download dividido em partes e me dava uma preguicinha…rs…Mas enfim, acabo de assisti-lo !

Perdi tempo !

Apenas uma vez é o tipo de filme q eu gosto.Comovente.Daqueles que pra muitos é cansativo , monótono, e em mim , toca na alma.

Um filme recheado de canções belíssimas e uma história de um amor -não -amor que vale a pena ser vista!


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Categorias: ETC :: Permalink :: 125 palavras :: 30/05/2009 :: 03:21

Tudo ou nada.


Antes de mais nada, tudo.
Faço alarmes, grito, não me escondo, não minto e sinto- sobretudo – sinto muito!
Desejo acima das probabilidades ,desafio e me ajeito quando não dá pra ser de jeito nenhum.
Convido, abro caminhos, facilito. E bobo é quem não vem comigo !
Todo dia tudo igual, mas nada é tão igual assim quando se trata de mim.
Amor demais em círculos e argumentos que eu canso de não escutar. Quem me maltrata mais do que sei me maltratar?
Não me entendo e não me rendo ao acaso. Azar o meu, que tenho sorte de menos.
O meu veneno é um limite que não sei aonde fica. Mas sei onde ficam meus sonhos , onde quero a minha casa e para onde vão minhas raízes.
O meu caminho está repleto de gente que desceu numa curva e as vezes por isso, me curvei ao inferno que chamo de passado. O passado que me enoja e me comove- na mesma medida, com muita ou nenhuma possibilidade.
Segredo e sagrado amor que guardei – Brinco nele como se fosse a minha história sem fim , enquanto dou fim ao que me cerca. Estou careca de saber que mil raios me partem enquanto tento.
Erro outra vez e invento outra chance como se fosse a mesma. E aquilo você não vê, me fascina e me destina ao que nem sei e quero.
O avesso do que eu faço, é o que mereço.Alto preço ao driblar o óbvio. Arranho o disco, visto a camisa, piso em vidro. Insisto.
Investi na fé – concreto amor de porcelana e flor. Por incrível que pareça, sou quem você é .
Algum dia? Nunca? Qual o segredo da felicidade? Cedo ou tarde?
Antes de tudo, mais nada.

***

Você também pode ouvir o audio desse texto:

 Fabiana Borges – Tudo ou nada


15 comentários

Categorias: Uncategorized :: Permalink :: 443 palavras :: 28/05/2009 :: 03:04

Finais de temporadas!


Chegou ao fim mais uma temporada dos seriados americanos! Tortura-
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Só tenho elogios a Season finale de Grays Anatomy- pra compensar uma temporada que começou fraquinha! Foi emocionante! Um episódio de 2 horas – movimentado, sensível, surpreendente! Como os roteiristas de Gray sempre fizeram tão bem!! Rumo a 6ª temp.
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O ultimo episódio de Gossip Girl foi muito bom, sobretudo a parte final! Bass maravilhoso, e finalmente o que tanto queríamos, aconteceu!! ( mas a terceira temporada vem aí- e imagino que o conto de fadas tem dias contados)! :(
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One tree hill teve um final espetacular ( exceto a despedida sem nexo de seus protagonistas).Tá certo que deixaram o seriado, mas acredito que o final escolhido para ambos ficou totalmente fora de propósito- sem despedidas, do nada – me decepcionei! ).O que será de tree hill sem Peyton e Lucas ? Não sei, mas me preocupa que siga o mesmo destino de The Oc.Veremos na 7ª temporada.

Pra lembrar , eis a citação final do ultimo episódio da 6ª temp. de One tree hill:

Mouth: Dê uma olhada em você no espelho, quem você vê te olhando?
Haley: É a pessoa que você quer ser?
Dan: Ou é alguém que você queria ser? A pessoa que você deveria ser, mas acabou não sendo?
Mia: É alguém dizendo a você que você não pode ou não quer? Porque você pode.
Chace: Acredite que o amor está por aí
Nathan: Acredite que sonhos se realizam todos os dias. Porque eles se realizam.
Peyton: Às vezes, a felicidade não vem do dinheiro, da fama ou do poder. Às vezes, a felicidade vem dos bons amigos e da família e da tranqüila nobreza de se guiar uma boa vida.
Julian: Acredite que sonhos se realizam todos os dias. Porque eles se realizam.
Brooke: Acredite que sonhos se realizam todos os dias. Porque eles se realizam.
Peyton: Então de uma olhada nesse espelho e lembre-se de ser feliz, porque você merece ser. Acredite nisso.
Lucas: E acredite que sonhos se realizam todos os dias. Porque eles se realizam.


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Categorias: ETC :: Permalink :: 451 palavras :: 21/05/2009 :: 23:15


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