- set
- 4
- 2009
Eu nunca estive tão mal humorada e irritada, quanto nos últimos dias. Meu saco estourou!
A culpa é dessa certeza de que nem sempre se colhe o que planta, e que você nunca será suficientemente bom – por mais que tente.
As pessoas estão desaprendendo em matéria de afetividade. E carinho, sabe carinho? Pois é, sabe- se lá por onde ande anda.
Pavio curto e milhares de pedras nas mãos. Porque está além do meu entendimento perceber que o mundo gira ao contrário e que quanto maior é o desejo, maior é a desilusão.
O tempo urge e de concreto, eu só tenho ar. De resto,um amor que me angustia mais do que me dá prazer , um lugar onde eu já não me sinto mais em casa , talento e habilidade soltos no espaço , amigos que eu não reconheço e pouca sorte .E quando nem com a sorte você consegue contar , você vai contar mesmo com que?
Se aos doze anos alguém dissesse como eu me sentiria agora, ia parecer piada. Nenhuma das minhas projeções do passado em relação ao futuro se tornaram reais- (nesse caso ninguém é tão culpado quanto o si mesmo ) mas pior do que sonhos não realizados é o “banal ” não realizado- Eu também contava com o banal – e nem isso eu tive.
Se ter saúde é ser feliz, estou na média. Somatizo demais e adoeço fácil .Raiva me adoece.Mágoa me adoece.Injustiça me ADOECE com letras maiúsculas.Ingratidão me adoece.E claro, o fracasso me adoce bem mais.
E as pessoas? Pessoas me adoecem porque espero além do que elas podem ser ou porque de fato elas não podem ser absolutamente nada do que eu espero ou porque não sou e não consigo ser o que elas gostariam que eu fosse.
Ando farta do inacreditável na mesma proporção em que ando farta do óbvio.
Vejo a novela, o filme, ouço o som, digito merda no twitter, faço amigos, leio, e mesmo assim tenho levado a vida através da poeira.
Nada me tira essa pedra do sapato- nada me renova ou me destrava.
Escrever? tá tudo tão, TÃo, TÃO, que vou escrever mesmo sobre o que? Coisa feia e fatos tristes já não me dizem nada – um vazio que conheço de longa data, uma decepção cansada – as mesmas desculpas baratas (minhas e dos outros), o mesmo verso e alegrias que não vão além.
Quisera eu no meio disso tudo acordar ou esquecer. Ser outra.E sendo outra , não olhar pra trás.
6 comentários










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Um forte abraço,
Dário Dutra
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o que lhe dizer,q vc é maior q isso td, q te amo do jeito q vc é,q mais maravilhosa q vc só vc mesma,mais vou lhe dizer q isso passa e td q ainda não veio chegará e vc nem lembrará desse texto,amooooo vc da sua mala preferida,kkkkk
Engraçado como eu entrei aqui so seu site, como faço sempre, esperando uma atualização, mas dessa vez, eu estava necessitada de ouvir umas palavras. E taí, quando entro dou de cara com um texto que bateu direitinho como me sinto agora. Obrigada
Teu saco estourou? e eu q nunca tive um… “culpa é dessa certeza de que nem sempre se colhe o que planta “… tou cansada de plantar rosas e colher espinhos.. tou cansada de ligar, receber… sabe aquela historia vc é uam pessoa que sabe receber, sabe dar.. poisée… tem gente q nao percebe isso… e doi… doi muito.. e vai chegar um dia que vou mandar tudo a merda!
Talvez o fato de sermos nós mesmas, mesmo em meio a todas as dores e desgostos, nos fortaleça. Não nos tornarmos outras e sim nós mesmas modificadas talvez traga a sabedoria, além da superação – só não sei quando isso acontece.
Um beijo!
Olá, eu tbm estou no Blônicas 2, e te mandei um email sobre isso.. vc chegou a ver?