A paciência não é só uma virtude. A paciência , acredite, é vencer a própria vida.                                                                                                                                                         Eu já te disse adeus tantas vezes, eu já me disse adeus tantas vezes. Não desisti de nenhum dos dois.                                                                                                                                                         Cá entre nós, há sempre um “entre nós”.                                                                                                                                                         O exercício do amor deixa a alma sarada!                                                                                                                                                         Aceito as esquinas porque através delas conheço as avenidas.                                                                                                                                                         Eu quero! … E que todos os dias antes de dormir, isso fique claro.Pra mim e pra você.                                                                                                                                                         O grande compromisso da vida é o encontro com a própria consciência, exatamente numa solidão capaz de nos completar.                                                                                                                                                         Viver, é acreditar que “tudo pode acontecer”, inclusive a felicidade!                                                                                                                                                         O que a gente tem em comum? Voltar! Quando tudo nos diz que é pra partir.                                                                                                                                                        

Alma gêmea.


Não foi o primeiro, não foi aquele que tinha preguiça da vida, não foi o que já tinha dona, não foi quem eu mais desejei que fosse.
Nenhum deles.
Não foram os que me amaram enquanto eu era o “monstro da vez”.
Eu não consigo acreditar que ele frequente o barzinho da esquina.
Duvido que ele não goste de ler e que não tenha assunto.
Duvido que ele não saiba quem é Almodóvar e não aprecie um verso de Clarice. Duvido muito que ele não enxergue alguma beleza atrás de um drama feminino.
Ele não tem mãe chata e se tiver irmãos, serão todos uns doces.
Não depende de ninguém para viver. E mesmo livre, dirá orgulhoso que é meu, sem que me rotule possessiva, pelo simples fato de entender que mulheres gostam de escutar o óbvio. Sem complicações.
E se existe algo de que ele foge nessa vida, é de complicação!
Brinca comigo e não com meus sentimentos.
Vai direto ao ponto; sabe o que quer, não fica dando voltas no vazio, nem fomenta a dúvida para ganhar tempo. E tem tempo pra mim.
Ele pode ter filhos, mas não tem uma ex- mulher ou ex alguma coisa pentelha.
Pode não ser a pessoa mais romântica do universo, mas não vai achar bobo que essa pessoa seja eu.
Mais que qualquer outro, saberá o limite entre um texto meu ou uma birra, e o que eu sinto de verdade. E mais do que qualquer outro, saberá me reconhecer além das palavras.
Algumas vezes, ele vai ser tão bobo quanto eu ou mais.
Ele não usará o poder que exerce em mim, contra mim – fará charminho.
Encontrará o meio termo entre o liberal e o machista. E jamais vai me deixar com aquele maldito e sofrido sentimento de cão sem dono!
Vai ser sério diante daquilo a que se compromete, mas nunca vai levar vida tão a sério.
Saberá que às vezes basta um beijo na boca e a frase certa. Sem broncas e dificuldades extras.
Entenderá que a verdade é algo a se compartilhar – e não pertence exclusivamente a ninguém.
E ao contrário de me condenar por gostar de conto de fadas e fazer dele o meu – vai achar graça nisso – como se faz com uma criança.
Ele me espera. E sigo pronta – esperando por ele também


3 comentários

Categorias: Uncategorized :: Permalink :: 429 palavras :: 21/11/2009 :: 15:48

Blônicas 2


Já estou com os meus exemplares, enviados pelo editor ! O livro está bem legal mesmo.. ( e não é só porque estou nele não ! ) –
Irei presentear 2 leitores – lembrando q já tem 1 promoção em andamento ( ver ao lado ) – Essa semana vejo como farei isso e assim que tiver uma idéia , divido aqui com vocês.
É apenas um pedacinho de sonho ( mas é assim que começa ).Um livro só meu vem por ai….de algum jeito, mas vem.. aguardem!

beijos,


1 comentário

Categorias: Uncategorized :: Permalink :: 106 palavras :: 12/11/2009 :: 03:34

Caio F. Abreu



“… revelo, então, mais uma vez, minha estupidez, já que não é você quem vai me salvar e nem muito menos me catapultar pra uma dimensão mais tranquila e menos ansiosa de coisas que não têm nome.”


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Categorias: ETC :: Permalink :: 42 palavras :: 05/11/2009 :: 01:18

O ombro


Ontem enquanto esperava o atendimento no supermercado, uma cena me comoveu!
Não…. não foi nenhum menino de rua , não foi alguém doente e não foi a inflação. Foi a cabeça de uma mulher no ombro de um homem (com direito a cafuné)!
Na volta pra casa eu pensava em que estágio da vida alguém se comove com uma cena dessas?!
A cena que desperta o imaginário traduz um desejo: Um ombro amigo, amado, amante e algo fundamental em qualquer relacionamento: Segurança.
Quem se arrisca fazer promessas ou dizer sim -simplesmente ? Nem pensar, não é? Porque amanhã é outro dia e as pessoas já eram e outras tantas virão, e as lembranças não existirão e tudo é substituível, descartado e esquecido.
Por trás da minha emoção/comoção existe um cansaço. É muita gente em cima do muro.É muito jogo.É muita indecisão.É muito “pouco caso “. É muita falta de comprometimento com as pessoas e com os próprios sentimentos.
Dê dois passos e diga quem é você. O que pretende blefando e escondendo o jogo?
Perde-se a delicadeza para virar bicho e toda sua mesquinhez! É de amargura e indiferença que a gente enche “um pote de mágoa”.
O amor é tudo. Dane-se a redundância ou o quanto se vive negando o fato.Compartilhar é tudo!
Revelo-me naquele momento do cotidiano e do gesto simples. E através da carência ou dos afetos vividos e sofridos posso talvez, entender quem sou.
A gente briga por tanto! Quer viajar, ganhar dinheiro, fazer amigos, ficar antenado, cuidar da aparência, passar num concurso – a gente quer tudo ao mesmo tempo, e descobre num dia qualquer , diante de uma situação superficialmente banal, que o que faz falta mesmo é aquele ombro -sem o qual qualquer um de nós é apenas uma metade!


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Categorias: Uncategorized :: Permalink :: 314 palavras :: 02/11/2009 :: 23:19


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