“Since there’s no more you and me
It’s time I let you go so I can be free
And live my life how it should be
No matter how hard it is
I’ll be fine with out you
Yes I will “
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“Since there’s no more you and me
It’s time I let you go so I can be free
And live my life how it should be
No matter how hard it is
I’ll be fine with out you
Yes I will “
Final do mês eu faço aniversário e como qualquer um, claro que eu teria um caminhão de pedidos. Alguns o dinheiro pode comprar, outros não (esses são os que mais importam, ainda que por vezes e diante de tudo, eu até duvide)
A verdade é que na atual circunstância, eu troco qualquer desejo, por paz.
Esquecer o que não tem resposta e me livrar do mofo em que alguns sentimentos e algumas sensações se transformaram.
Não quero mais ficar nauseada pelo que não fui ou pelo que não vivi.Não quero deitar e acordar todos os dias a espera de um milagre.
Então Papai do céu, se possível, eu preciso dormir tranquila com meus desacertos e com as minhas fraquezas.
Paz para lidar com o fato de que justamente as pessoas que me ferem são aquelas que mais contribuem para o meu crescimento e são fontes de aprendizagem para as próximas jornadas.
Paz para resgatar aquele pedaço de mim que ficava no comando.
Paz para aceitar a felicidade alheia como parte da minha e não como um atestado de fracasso.
Paz para compreender de uma vez por todas que amar é dar ao outro, sobretudo o direito de partir pra sempre.
Nesse exato momento, eu escolho ter o coração em festa e quase puro. Lavar a alma, curar feridas.
Que todas às vezes eu possa olhar uma cicatriz e me sentir viva ou parte dessa espécie de ser humano que faz o impossível porque acredita que o tamanho da felicidade é proporcional ao tamanho do afeto que se dedica ao outro.
Paz por ter sido inteira. Paz por compreender o significado do ínfimo e essencial ; não me acomodar aos erros e nunca me orgulhar de absolutamente nada que eu tenha feito para magoar alguém.
Paz por me desculpar e voltar atrás todas as vezes que me senti injusta ou dona da verdade.
Eu abro mão da pressa e quero paz. Eu abro mão principalmente das minhas ilusões, para que nada mais me invada de uma esperança que não existe.
Chega de hipóteses porque o futuro não passa de uma imensa interrogação! O que eu tenho pra hoje é o meu melhor presente, e hoje eu só quero paz.
“Tem um momento de vida que o mais importante é a coerência, inclusive
com nossas próprias contradições. Um tempo em que tudo e todos que a
gente ama, ama-se pra sempre, às vezes de outras formas e outros
jeitos, mas segue-se amando. Um tempo em que a gente não se envergonha
mais das escolhas, mesmo que elas tenham mudado, mesmo que elas não
sejam as recomendáveis, louváveis e de aprovação coletiva necessária (e
às vezes exatamente por isso mesmo) em que tudo vira patrimônio
indispensável daquilo que somos, da nossa humanidade, sempre construída
em luz e sombra, daquilo que sonhamos e daquilo que ainda vamos ser.
Tem lá um momento de vida em que a gente dá menos importância ao mundo
e mais importância ao que queremos de verdade, seja um bife enrolado
com toicinho ou uma transgressão
atordoante das normas de moral & bons costumes. Tem uma hora que só
mesmo o que importa é aquilo que nos faz feliz, bom ou mau, adequado às
normas sociais vigentes ou não, mas totalmente coerente com a vida que
escolhemos viver, com as pessoas que amamos e nos amam da maneira que
podem. Tem um momento de vida que a gente escolhe a si mesmo. É pra lá
que eu tô indo. ”
( Patrícia A. )