Ser o amor da vida de alguém é ser muita coisa por tempo demais.
Depois de muito , depois de tudo e outras histórias. Depois da sorte jogada fora e do jogo que alguém perdeu.
Não existe mérito nisso, da mesma forma que você acredita não existir um motivo que justifique o fato.
Afinal, “viram o que em mim, sem que eu não visse nada? Amaram o que em mim, sem que eu amasse de volta ?”
Inventaram você. E o “você” que alguém amou , existe como existem personagens de livros ou de cinema, existe como existem fadas ou bruxas perversas.
Você é diferente. Você é outra direção. Você é um mistério. Você é a voz que grita não ser amor algum. Não daquela pessoa. Não daquele jeito. Não infinitamente.
E o peso em ser o amor da vida de alguém? porque de verdade, já deixamos claro quem somos. Imperfeição é o nosso nome. Rejeição é o nosso nome.
E mais uma vez você resiste ser o amor do outro porque é como se assumisse a responsabilidade por uma ideia que não comprou e pesasse aos ombros uma dor que não é sua ou um vazio do qual ninguém pode te culpar.
O emaranhado por onde se enfiam os amores não correspondidos é uma droga. Uma sucessão de mágoas, um fio por onde o bom senso jamais se equilibra e promessas jamais serão cumpridas.
O amor da vida de alguém já tem outro alguém a quem amar; e se não tem , procura a si mesmo.
O amor da vida de alguém deseja a segurança de quem não deve absolutamente nada , de quem prefere a liberdade e até a solidão, do que viver de mentira.
Sentimentos a luz do dia, e o desejo de ser o amor da vida de alguém que você ame também.
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