A paciência não é só uma virtude. A paciência , acredite, é vencer a própria vida.                                                                                                                                                         Eu já te disse adeus tantas vezes, eu já me disse adeus tantas vezes. Não desisti de nenhum dos dois.                                                                                                                                                         Cá entre nós, há sempre um “entre nós”.                                                                                                                                                         O exercício do amor deixa a alma sarada!                                                                                                                                                         Aceito as esquinas porque através delas conheço as avenidas.                                                                                                                                                         Eu quero! … E que todos os dias antes de dormir, isso fique claro.Pra mim e pra você.                                                                                                                                                         O grande compromisso da vida é o encontro com a própria consciência, exatamente numa solidão capaz de nos completar.                                                                                                                                                         Viver, é acreditar que “tudo pode acontecer”, inclusive a felicidade!                                                                                                                                                         O que a gente tem em comum? Voltar! Quando tudo nos diz que é pra partir.                                                                                                                                                        
  •     jan    
  •     28    
  •     2009    
O funeral e o amor
Arquivado em: Uncategorized | 477 palavras | Escrito às 15:38

A vida não é somente um parque de diversões. Também estamos aqui para enterramos as pessoas – vivas. Em nome de um amor que existe ou não.
A morte lamentável, repentina – chegará um dia para nós todos. Viver é carregar essa convicção do finito, a missão que se encerra em algum lugar , ainda que cedo ou tarde –
Mas sendo o amor o oxigênio do paraíso , não é esse o tipo de morte que nos atormenta ou torna um inferno a nossa batalha diária – O que nos maltrata são esses funerais que frequentamos enquanto alguém ainda respira . Um ato, uma escolha, uma mágoa, um espinho que nos enfiam goela adentro- e as vezes nem sabemos porque.
Morreram mas continuam lá em seus castelos com outros personagens. É a dança da vida, a caravana que passa ou se preferimos o moderno, a fila que anda ( ou corre? )
Tudo é uma questão de escolha. Quem você deseja ao seu lado para enfrentar a tal jornada amorosa e quem você descarta – Descartados, estamos entre escombros, tirados de cena para não fazermos parte , não constarmos – compondo um funeral de quem respira- aliviado.
Todos os dias alguém está morrendo para outro – todos os dias alguém mata o outro na falta de amor ou em seus excessos. Tudo em nome de um desejo maluco , de uma sede não saciada , de um cansaço , de um arranhão no centro da alma , de algo que acreditávamos existir e não existe, ou simplesmente porque é parte da sujeira em nossa lado podre , descartar aqui e acolá -O ser humano que na sua fragilidade e em seus erros , acaba não valendo absolutamente nada.
Estamos enterrando nossos vivos com joguinhos bobos , sem sentido .Pensamos não ferir – nem matar.E ” tanto ferimos, quanto matamos”. A necessidade exagerada que temos das coisas e não das pessoas, a difuldade em nos fazermos entender ou complicamos tudo, o ser inconstante que prefere a paisagem do vizinho. O homem no mundo da lua ou que não sabe exatamente o que quer.
Se temos pressa, somos inconsequentes.Se gritamos, somos exagerados. Se dançamos conforme a música, nos acomodamos. Então morremos ou matamos de olhos abertos para cada pedaço de memória ou para cada um dos nossos tropeços. Quem mata não olha para trás. Quem morre não suporta o rastro de tantas culpas- algumas sequer existem.
Estarmos vivos no final das contas, é uma questão de percepção a respeito da própria vida. E enquanto o amor for a máquina que nos movimenta , alguns punhados de terra cumprem apenas um ciclo. Não morrer é não ter o coração partido enquanto ele ainda pulsa.


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  •     jan    
  •     25    
  •     2009    
Slumdog millionaire
Arquivado em: Uncategorized | 252 palavras | Escrito às 19:23

Continuando o post abaixo…

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Acabei de ver Sllumdog millionaire , e como no post abaixo comentei que este seria o principal concorrente de “O curioso caso de Benjamin Button ” ao Oscar deste ano, resolvi contar um pouco das minhas impressões sobre este filme.

Slumdog millionaire é um ótimo filme.Tem a Índia como cenário de um roteiro fantástico e excelentes interpretações , inclusive no núcleo que faz a fase infantil de seus personagens !
Assim como Benjamin , é um filme sensível.Num outro tom, eu diria.

Enquanto Benjamim desperta um maior encantamento ao desenrolar dos fatos , “Quem quer quer ser um milionário” desperta tristeza e expectativa ao acompanharmos o trajeto dos personagens até seu desfecho- emocionante!

Não ficarei em cima do muro.A história de Benjamim me tocou mais profundamente o coração..é sem dúvida, meu favorito ao Oscar! Mas isso não tira o brilho de Slumdog Millionaire- o tipo de filme que também merece todos os elogios.

Veja o Trailer:


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  •     jan    
  •     24    
  •     2009    
O curioso caso de Benjamin Button
Arquivado em: Uncategorized | 430 palavras | Escrito às 22:41

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Sou fascinada por cinema.E entendo esse fascínio ainda mais, quando a sétima arte me comove a este ponto!
O curioso caso de Benjamin Button merece um post só dele.
Encantamento é pouco! E por mais que eu tente, jamais conseguiria traduzir em palavras toda emoção que essa obra prima despertou em mim.
Um filme comovente, de uma sensibilidade sem tamanho.Um Brad Pitt jamais visto antes , não só pela caracterização de Benjamin, mas surpreendente em sua interpretação e na vida que conseguiu dar a um personagem de tantas nuances e extremamente cativante !
O que falar de Cate Blanchett? uma diva , uma atriz que tem o tom certo pra cada personagem e para cada cena, e que empresta seus traços ( ora de uma delicadeza genuína , ora de uma força arrebatadora ) sem que jamais esqueçamos que ela esteve alí e foi parte marcante de mais uma história. Cate é dessas pessoas cuja elegância começa num olhar.
Ainda não vi ” Quem quer ser um milionário?” , principal concorrente de Benjamin a melhor filme no Oscar deste ano ( vencedor do Globo de ouro inclusive ) , mas posso afirmar sem dúvida alguma, que O curioso caso de Benjamin Button ainda que não seja o grande vitorioso da maior festa do cinema mundial , merece todos e qualquer prêmio !!

*****************

“Pelo que vale, nunca é tarde demais.Ou no meu caso, cedo demais.
Seja aquilo que quiser ser.
Não há limites de tempo.Pode começar quando quiser.
Pode mudar ou ficar na mesma.Não há regras para isso.
Pode escolher o melhor ou o pior da vida.
Espero que escolha o melhor da vida.
Espero que veja coisas que a surpreenda.
Espero que sinta coisas que nunca sentiu antes.
Espero que conheça pessoas com diferentes pontos de vista.
E espero que viva uma vida da qual se orgulhe.
E se pensar que é capaz, espero que tenha força ” Para começar de novo”. ”

(Trecho de uma das Narrativas de Benjamin )

Abaixo, segue o Trailer:


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  •     jan    
  •     22    
  •     2009    
O limite
Arquivado em: Uncategorized | 319 palavras | Escrito às 17:07

Existe um ponto de alerta no circulo onde um sentimento se abriga.
Somos fracos até certo ponto.Engolimos sapos até certo ponto. Aguentamos firmes até o dia em que a nossa emoção se confronta com uma realidade em preto e branco- e quente.
A realidade que cospe sangue , que engole a fé , que faz desaparecer qualquer caminho. A realidade que faz prever o absurdo e o descompasso.A realidade que faz virar pó a sensação do que até então parecia o infinito inabalável.
Príncipes viram sapos.O encantado se torna uma tarde cinza em que ficamos em pé na estação , esperando um trem que nunca vai chegar.
O horror.A pressa.Um dia sem fim.Algum gesto ou alguma palavra que fizesse o mundo quase perfeito existir e colorir.
Não coloriu e não existiu.
Teríamos evitado escalar a montanha.Teríamos deixado o destino por as mãos em tudo.Teríamos sido fortes , cautelosos e cúmplices.Teríamos sido metades de algo inteiro como aquele encontro de um livro conto de fadas.
Não deixamos que o futuro nos envolvesse , nem que algum bom momento soprasse sua vontade de voltar a ser -e voltar a nós.
Não guardei meus medos e você não hesitou erguer o muro.
Depois de andar em circulos e promover o vazio, depois de perder a noção de espaço entre dois , depois de temer a fé e assumir em cada passo um compasso de desesperança até desesperar- O que restou de nós?
Porque o amor não resiste a sorte, e sobretudo não resiste o contrário daquilo que pede pra ser – e acontecer.
Esse abismo , esse chão , esse já era , e o necessário encontro com a vida lá fora – até onde conseguimos chegar. O seu limite e por fim, o meu.


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