- jan
- 12
- 2009
Cada vez mais as histórias que testemunho conseguem me mostrar que o maior sentido da felicidade, é ser feliz sozinho!
Eu já não suporto o velho discurso dos amigos sobre amores que te fazem esquecer outros ou do “antes mal acompanhado do que só”. Como se a cura para as dores do mundo dependesse sempre de alguém ou de alguma coisa que não está dentro da gente.
As pessoas emendam um relacionamento no outro com uma facilidade assustadora, como algo banal e salvador. As pessoas tem medo da solidão e não percebem que boicotando qualquer tristeza , a solidão deixa de ser um processo individual , para se tornar compartilhada, o que é pior.
Porque será que tanta gente prefere um relacionamento patético ou vazio? Porque será que as pessoas não toleram a própria companhia e acham que a vida é menor quando não se tem alguém para chamar de ” seu” ?
Eu ando sem paciência com quem não sabe ver sentido em momentos solitários e não enxerga alegria na presença dos amigos, da família, de Deus ou de uma fé no que quer que seja.Tem me enojado essa corrida ao par perfeito, onde o espaço entre um amor e outro parece um monstro.
A felicidade é um processo tão grandioso, mágico e interior, que não pode ser exclusivamente vinculada a existência de alguém sem o qual a vida não teria sentido.A vida não pode seguir ou ter brilho extra apenas porque você tem um namorado , um noivo ou um marido .Você existe , e isso já é vida o suficiente !
O grande compromisso que se tem é para dentro , onde construimos o nosso enredo – a nossa linha de caráter , as escolhas que fazemos , que rumos daremos ao bem e ao mal que habitam nosso coração, o quanto aprendemos com os erros.O grande compromisso da vida é o encontro com a própria consciência, exatamente numa solidão capaz de nos completar.
A pouca opção no ” mercado ” não pode justificar nem o desespero, nem a máxima de que qualquer coisa é melhor do que nada.”Qualquer um” não vale sequer a metade do que somos e do que merecemos.
A gente não olha para o quanto há de riqueza dentro, para o quanto há de riqueza em todas as pessoas que nos cercam, no nosso trabalho, numa crença, em momentos de não fazer nada, numa viagem, num jantar na casa dos amigos , nos demais relacionamentos que não temos tempo de preservar ! Tudo porque insistimos transformar o relacionamento amoroso no pão nosso de cada dia e todo resto, numa parte sem a menor importância.
Quem disse que só existe um modelo de felicidade ou a única fonte de sorriso? Que tal pararmos de bater de porta em porta, até que as coisas encontrem um tempo certo que nada tem haver com acomodação ,e sim com não forçar a vida acontecer?
E de uma vez por todas, deixemos de tolices.Encalhar não é estar desacompanhado do outro , encalhar é não perceber que a maior riqueza , princípio e sinal de felicidade, é estar muito bem acompanhado de sí mesmo!
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