Eu não quero mais nenhuma dor que eu não possa suportar.                                                                                                                                                         Eu escrevo, sabe? Realizo pouco - e escrevo, sabe? Fantasio, deliro - e escrevo, sabe?!                                                                                                                                                         Príncipes existem pra que você entenda que o perfeito é justamente amar o imperfeito.                                                                                                                                                         Investi na fé – concreto amor de porcelana e flor. Por incrível que pareça, sou quem você é.                                                                                                                                                         Aceito as esquinas porque através delas conheço as avenidas.                                                                                                                                                         Aproveita que já não pulsa, que já não ferve, que já não espera , que já não mata... e esquece!                                                                                                                                                         O grande compromisso da vida é o encontro com a própria consciência, exatamente numa solidão capaz de nos completar.                                                                                                                                                         Viver, é acreditar que “tudo pode acontecer”, inclusive a felicidade!                                                                                                                                                         Não é qualquer um que se aproxima do abismo tentando pegar aquilo que pensava ser flor.                                                                                                                                                        
  •     dez    
  •     5    
  •     2009    
O começo de tudo.
Arquivado em: Uncategorized | 321 palavras | Escrito às 23:05

O começo de tudo é este lugar onde você não está.
Ninguém morreu, ninguém perdeu ou ganhou e ninguém achou que seria para sempre.
Dentro de mim. Curtindo, brincando, dando pulinhos e às vezes, muitas vezes, lembrando dos meus passeios no vazio – Então, como mágica, desdenho do drama – desse, eu não preciso mais!
Observo meu jardim abandonado, encaro o mundo e deixo pra trás uma parte entediada de mim – eu me copiei no que havia de pior, de mais triste e de mais desorientado.
Começam as canções que eu não conhecia e uma porção generosa de satisfação.
O começo de tudo é dizer que me pertenço apenas – esse desejo humano feito pra quem já sofreu um bocado- essa glória que ninguém precisa entender mais do que eu.
Quantas vezes eu posso sair do inferno e voltar pra festa? Isso é tão melhor que passar a vida em branco -como quem jamais tirou os pés do chão, como quem desconhece uma ilusão que apesar da sua forma ,consegue dá sentido à vida.
É a imensidão que te espera la fora, na sua rua , na sua casa – na minha ausência, nas suas costas livres , na exatidão que meu tipo de amor não constrói, mas que meu tipo de adeus adora.
Calam-se as vozes que seu violão devora e guardo as palavras – todas.
Não é uma festa, não é o preço da sua força ou da minha, não é o tic tac do meu relógio ou do seu – se é que existe – não é a preguiça da promessa – nem é a faca da saudade a me roçar o cérebro enquanto não penso.
Inteira, distante, sortuda , disposta e cheia de Deus . O começo de tudo é o nosso fim.


5 comentários

  •     nov    
  •     21    
  •     2009    
Alma gêmea.
Arquivado em: Uncategorized | 429 palavras | Escrito às 15:48

Não foi o primeiro, não foi aquele que tinha preguiça da vida, não foi o que já tinha dona, não foi quem eu mais desejei que fosse.
Nenhum deles.
Não foram os que me amaram enquanto eu era o “monstro da vez”.
Eu não consigo acreditar que ele frequente o barzinho da esquina.
Duvido que ele não goste de ler e que não tenha assunto.
Duvido que ele não saiba quem é Almodóvar e não aprecie um verso de Clarice. Duvido muito que ele não enxergue alguma beleza atrás de um drama feminino.
Ele não tem mãe chata e se tiver irmãos, serão todos uns doces.
Não depende de ninguém para viver. E mesmo livre, dirá orgulhoso que é meu, sem que me rotule possessiva, pelo simples fato de entender que mulheres gostam de escutar o óbvio. Sem complicações.
E se existe algo de que ele foge nessa vida, é de complicação!
Brinca comigo e não com meus sentimentos.
Vai direto ao ponto; sabe o que quer, não fica dando voltas no vazio, nem fomenta a dúvida para ganhar tempo. E tem tempo pra mim.
Ele pode ter filhos, mas não tem uma ex- mulher ou ex alguma coisa pentelha.
Pode não ser a pessoa mais romântica do universo, mas não vai achar bobo que essa pessoa seja eu.
Mais que qualquer outro, saberá o limite entre um texto meu ou uma birra, e o que eu sinto de verdade. E mais do que qualquer outro, saberá me reconhecer além das palavras.
Algumas vezes, ele vai ser tão bobo quanto eu ou mais.
Ele não usará o poder que exerce em mim, contra mim – fará charminho.
Encontrará o meio termo entre o liberal e o machista. E jamais vai me deixar com aquele maldito e sofrido sentimento de cão sem dono!
Vai ser sério diante daquilo a que se compromete, mas nunca vai levar vida tão a sério.
Saberá que às vezes basta um beijo na boca e a frase certa. Sem broncas e dificuldades extras.
Entenderá que a verdade é algo a se compartilhar – e não pertence exclusivamente a ninguém.
E ao contrário de me condenar por gostar de conto de fadas e fazer dele o meu – vai achar graça nisso – como se faz com uma criança.
Ele me espera. E sigo pronta – esperando por ele também


3 comentários

  •     nov    
  •     12    
  •     2009    
Blônicas 2
Arquivado em: Uncategorized | 106 palavras | Escrito às 03:34

Já estou com os meus exemplares, enviados pelo editor ! O livro está bem legal mesmo.. ( e não é só porque estou nele não ! ) –
Irei presentear 2 leitores – lembrando q já tem 1 promoção em andamento ( ver ao lado ) – Essa semana vejo como farei isso e assim que tiver uma idéia , divido aqui com vocês.
É apenas um pedacinho de sonho ( mas é assim que começa ).Um livro só meu vem por ai….de algum jeito, mas vem.. aguardem!

beijos,


1 comentário

  •     nov    
  •     2    
  •     2009    
O ombro
Arquivado em: Uncategorized | 314 palavras | Escrito às 23:19

Ontem enquanto esperava o atendimento no supermercado, uma cena me comoveu!
Não…. não foi nenhum menino de rua , não foi alguém doente e não foi a inflação. Foi a cabeça de uma mulher no ombro de um homem (com direito a cafuné)!
Na volta pra casa eu pensava em que estágio da vida alguém se comove com uma cena dessas?!
A cena que desperta o imaginário traduz um desejo: Um ombro amigo, amado, amante e algo fundamental em qualquer relacionamento: Segurança.
Quem se arrisca fazer promessas ou dizer sim -simplesmente ? Nem pensar, não é? Porque amanhã é outro dia e as pessoas já eram e outras tantas virão, e as lembranças não existirão e tudo é substituível, descartado e esquecido.
Por trás da minha emoção/comoção existe um cansaço. É muita gente em cima do muro.É muito jogo.É muita indecisão.É muito “pouco caso “. É muita falta de comprometimento com as pessoas e com os próprios sentimentos.
Dê dois passos e diga quem é você. O que pretende blefando e escondendo o jogo?
Perde-se a delicadeza para virar bicho e toda sua mesquinhez! É de amargura e indiferença que a gente enche “um pote de mágoa”.
O amor é tudo. Dane-se a redundância ou o quanto se vive negando o fato.Compartilhar é tudo!
Revelo-me naquele momento do cotidiano e do gesto simples. E através da carência ou dos afetos vividos e sofridos posso talvez, entender quem sou.
A gente briga por tanto! Quer viajar, ganhar dinheiro, fazer amigos, ficar antenado, cuidar da aparência, passar num concurso – a gente quer tudo ao mesmo tempo, e descobre num dia qualquer , diante de uma situação superficialmente banal, que o que faz falta mesmo é aquele ombro -sem o qual qualquer um de nós é apenas uma metade!


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