- mar
- 21
- 2010
A minha vontade de te expulsar da minha vida é proporcional a vontade que eu tenho de ter você pra sempre.
Você é mestre em destruir castelos.
Você não tem noção do mal que me causa quando faz de conta que não vê meus sonhos perfilados a sua espera. Você ignora o futuro como se ignorasse a mim.Você faz do que eu penso algo que pode ser apenas ignorado ou deixado numa fila pra quem sabe um dia faça algum sentido pra um de nós dois.
Então eu te odeio mais.
Não encontro na sua ausência um bom motivo pra dizer que sim.Como se eu não tivesse direito a sorte , como se me restasse a morte das coisas ou como se a verdade absoluta sempre me roubasse você.
Eu preferia que você tivesse um cérebro de minhoca , a voz da multidão.Mas o tempo não passa quando você fala.E gosto de não entender nada pra que eu te ache o máximo de vez em quando.
Você me faz sentir uma vida tão plena de desejo e de amor e eu te protejo de quem me protege.
Vejo em você o que ninguém vê.E te amo cada vez mais.
Nos espaços onde sinto que posso preencher de esperança. Abro mão de qualquer outra coisa porque nada se compara ao que você desperta aqui dentro. Nada é melhor ou tão bonito quanto aos momentos ao seu lado.
Ódio demais, amor demais. E menos de mim em tudo- como coadjuvante da minha própria vida.
A exceção nunca vê beleza no senso comum. E sentimentos contraditórios em geral se expandem até a morte. Mas há quem ateste a invencibilidade do amor.Será?
Me trava. Me atrevo.Me solta .Me socorre.Não mais e eternamente. E quem sabe – destino, acaso ou sorte?!
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